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Resident Evil Requiem: Capcom encontra o equilíbrio perfeito entre sobrevivência e ação

Resident Evil Requiem entrega uma experiência surpreendentemente equilibrada logo de início. O jogo alterna com segurança entre terror, ansiedade, pressão e ação, sem perder o controle do ritmo. Ao me…

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Resident Evil Requiem: Capcom encontra o equilíbrio perfeito entre sobrevivência e ação

Nota Final

9 /10

Resident Evil Requiem entrega uma experiência surpreendentemente equilibrada logo de início. O jogo alterna com segurança entre terror, ansiedade, pre…

Resident Evil Requiem entrega uma experiência surpreendentemente equilibrada logo de início. O jogo alterna com segurança entre terror, ansiedade, pressão e ação, sem perder o controle do ritmo. Ao mesmo tempo, consegue inserir fan service de forma inteligente, sem depender apenas da nostalgia. O resultado é um survival horror que sabe sufocar o jogador nos momentos certos e, quando necessário, aliviar a tensão para recompensar quem acompanha a franquia há anos.

A história começa com uma exploração direta e rápida, colocando a nova protagonista Grace Ashcroft em um lugar que funciona muito mais do que apenas cenário. O hotel Wrenwood se apresenta como uma ferida aberta na narrativa: um espaço carregado de trauma e memória. Em menos de vinte minutos, o jogo estabelece que o terror não vem apenas da escuridão ou dos sons ao redor, mas também do peso emocional que aquele lugar exerce sobre a personagem.

A dinâmica muda quando assumimos o controle de Leon S. Kennedy, agente da D.S.O. Enquanto a gameplay com Grace prioriza vulnerabilidade e estratégia, Leon traz uma abordagem mais agressiva e segura. Há risco constante, mas também espaço para ação intensa, com tiroteios, finalizações estilizadas e as clássicas tiradas irônicas do personagem em momentos de tensão.

Essa alternância funciona como contraste narrativo. Com Grace, o jogador precisa gerenciar recursos, pensar estrategicamente e sobreviver com um inventário limitado. A experiência em primeira pessoa reforça a imersão e lembra o clima claustrofóbico de Resident Evil 7: Biohazard. Já com Leon, a câmera em terceira pessoa favorece combates rápidos e leitura de espaço, criando uma sensação de domínio dentro do caos.

Apesar de parecer que essa mudança poderia quebrar a imersão, o jogo consegue conectar bem os dois núcleos. As histórias caminham paralelamente e se complementam, criando uma estrutura que não soa como dois jogos diferentes, mas como perspectivas distintas de um mesmo conflito — algo que lembra o equilíbrio entre ação e tensão visto em Resident Evil 4 Remake.

Outro destaque é o vilão Dr. Victor Gideon, um antagonista inteligente e curioso, cuja motivação e estética chamam atenção. Seus experimentos introduzem infectados que ainda demonstram traços de humanidade, murmurando frases ou repetindo hábitos de quando estavam vivos. Esse detalhe adiciona um peso psicológico a cada confronto.

Ao longo da campanha, Grace evolui de uma agente insegura para uma sobrevivente estratégica e determinada, enquanto Leon enfrenta seus próprios fantasmas e busca algum tipo de redenção. Mesmo com o carinho dos fãs pelo personagem veterano, a narrativa deixa claro que o eixo principal da história gira em torno de Grace.

Apesar de todos os acertos, a duração da campanha pode frustrar alguns jogadores. Mesmo explorando puzzles e errando caminhos, a campanha pode ser concluída em cerca de nove horas e meia. Em certos momentos, a narrativa parece acelerar demais para chegar aos eventos finais.

Ainda assim, o saldo final é extremamente positivo. Com gráficos impressionantes, mecânicas sólidas e uma narrativa envolvente, Resident Evil Requiem consegue equilibrar terror clássico e ação moderna, entregando uma experiência intensa para fãs antigos e novos jogadores.

✅ Pontos Positivos
  • Equilíbrio muito bem executado entre terror e ação. • Alternância entre Grace e Leon cria ritmo e contraste interessantes na narrativa. • Atmosfera pesada e imersiva
  • especialmente nos trechos em primeira pessoa. • Gerenciamento de recursos com Grace reforça o survival horror clássico. • Combate satisfatório com Leon
  • trazendo momentos de ação intensos. • Vilão Dr. Victor Gideon carismático e com motivação convincente. • Infectados com traços humanos adicionam peso emocional ao terror. • Gráficos e direção de arte impressionantes.
❌ Pontos Negativos
  • • Campanha relativamente curta (cerca de 9h30). • Alguns momentos da narrativa parecem acelerados demais
  • deixando lacunas iniciais. • Certas cenas de ação com Leon podem soar exageradas ou “super-heroicas”. • O carisma de Leon pode ofuscar levemente o protagonismo da Grace para alguns jogadores.

Brunno Calazans

Redação 404 Nerd Not Found

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