Sobrenatural: O Entre Nós surpreende e mostra que a franquia ainda tem vida
# Sobrenatural: O Entre Nós ## INTRODUÇÃO Surpreendente. Essa foi a palavra que ficou na minha cabeça depois de assistir ao novo capítulo de Sobrenatural. Depois de cinco filmes, seria muito fácil …
Nota Final
# Sobrenatural: O Entre Nós ## INTRODUÇÃO Surpreendente. Essa foi a palavra que ficou na minha cabeça depois de assistir ao novo capítulo de Sobrena…
Sobrenatural: O Entre Nós
INTRODUÇÃO
Surpreendente. Essa foi a palavra que ficou na minha cabeça depois de assistir ao novo capítulo de Sobrenatural.
Depois de cinco filmes, seria muito fácil esperar mais do mesmo. A franquia já explorou casas assombradas, demônios, possessões, o Further e praticamente todas as possibilidades que esse universo poderia oferecer.
E talvez justamente por isso eu tenha entrado nesse filme esperando pouco.
Só que Sobrenatural: O Entre Nós consegue fazer algo que eu não esperava: encontrar algumas ideias novas dentro de uma franquia que já parecia ter contado tudo.
Não é um novo clássico do terror. Também está longe de recuperar o impacto do primeiro filme. Mas é um bom filme de terror — e, principalmente, um filme que me divertiu mais do que eu imaginava.
O FURTHER AINDA FUNCIONA
O maior acerto continua sendo o conceito do Further.
Esse universo permite que Sobrenatural brinque com uma lógica diferente da realidade. É um lugar onde corredores podem parecer infinitos, espaços comuns podem se transformar em pesadelos e aquilo que deveria ser familiar pode rapidamente se tornar ameaçador.
E o filme entende isso.
Algumas das melhores cenas estão justamente nesses momentos em que ele abandona um pouco o terror convencional e começa a brincar com espaço, percepção e atmosfera.
A sequência envolvendo o forte de almofadas, por exemplo, é uma das ideias mais criativas do filme. Uma situação completamente inocente se transforma em um cenário claustrofóbico e perturbador.
É nesse tipo de momento que O Entre Nós lembra por que o conceito de Sobrenatural ainda tem potencial.
O FILME SABE ASSUSTAR?
Sim.
E aqui está outra surpresa.
Não acho que seja o filme mais assustador da franquia, mas ele entende muito bem a mecânica do susto.
Existem jumpscares previsíveis? Existem.
Alguns até parecem construídos exatamente para fazer você pular na cadeira.
Mas há momentos em que o filme consegue criar tensão antes mesmo de alguma coisa acontecer. E, para mim, esse é o terror que funciona melhor.
Porque o susto pode fazer você pular.
A expectativa de que alguma coisa vai aparecer é o que faz você ficar desconfortável.
E O Entre Nós consegue fazer isso algumas vezes muito bem.
UMA NOVA PROTAGONISTA QUE FUNCIONA
Outra coisa que me surpreendeu foi a protagonista.
Amelia Eve consegue carregar boa parte do filme nas costas como Gemma, uma personagem que não chega simplesmente sabendo tudo sobre o Further.
Ela descobre esse universo junto com o público.
E isso é importante.
Depois de tantos filmes explicando as regras desse mundo, colocar alguém que ainda está tentando entender o que está acontecendo ajuda a recuperar um pouco daquela sensação de descoberta que o primeiro Sobrenatural tinha.
Gemma também traz uma dimensão familiar para a história, principalmente na relação com a filha e com os traumas do passado.
Não é uma construção perfeita, mas funciona o suficiente para fazer com que eu me importe com o que está acontecendo.
MAS O FILME TAMBÉM SE PERDE
E aqui está o principal problema.
Quanto mais O Entre Nós tenta explicar sua mitologia, mais ele perde parte do mistério.
O filme apresenta novas regras, novos conceitos e novas explicações sobre o Further.
Algumas são interessantes.
Outras parecem existir simplesmente porque o roteiro precisa justificar o próximo acontecimento.
E esse excesso de explicações acaba deixando a história mais pesada do que precisava ser.
Sobrenatural sempre funcionou melhor quando o desconhecido permanecia desconhecido.
Quando você explica demais o monstro, o medo diminui.
E O TERROR?
O filme não é perfeito nesse aspecto.
Existem criaturas e efeitos que funcionam muito bem, mas também existem momentos em que o visual não consegue alcançar o nível dos melhores filmes da franquia.
Algumas escolhas parecem mais genéricas e algumas sequências dependem demais de efeitos e barulho para provocar reação.
Mas, novamente, não acho que isso destrua a experiência.
Porque quando o filme acerta, ele acerta justamente na criação de situações estranhas.
E terror estranho é uma coisa que Sobrenatural sabe fazer.
LIN SHAYE CONTINUA SENDO UM DOS GRANDES TRUNFOS
E é impossível falar desse universo sem falar de Elise.
Lin Shaye continua trazendo uma presença que imediatamente faz o filme parecer mais conectado à identidade da franquia.
Mesmo quando a história está exagerando na mitologia, a presença dela ajuda a lembrar que estamos dentro daquele universo.
Ela não precisa fazer muito.
É simplesmente uma personagem que você gosta de ver aparecer.
E isso, depois de seis filmes, é um mérito enorme.
ENTÃO... VALE A PENA?
Sim.
E talvez essa seja a maior surpresa para mim.
Eu esperava mais uma continuação que simplesmente existisse porque a franquia ainda dá dinheiro.
Mas O Entre Nós tem algumas ideias próprias.
Ele não reinventa o terror sobrenatural.
Não chega perto da importância do primeiro.
Não possui a mesma atmosfera de James Wan.
E definitivamente tem problemas de roteiro e de ritmo.
Mas consegue entregar aquilo que eu mais espero de um filme desse gênero: uma experiência divertida, alguns bons sustos e cenas que ficam na cabeça depois que os créditos sobem.
Não é revolucionário.
Não é inesquecível.
Mas também não é aquela continuação descartável que você esquece assim que sai da sala.
VEREDITO 404
Sobrenatural: O Entre Nós me surpreendeu.
E talvez seja justamente por eu ter entrado esperando pouco que o filme tenha funcionado tão bem comigo.
Ele não recupera a magia do primeiro Sobrenatural, mas mostra que ainda existe vida dentro desse universo.
É um terror competente, com boas ideias, uma protagonista que funciona, alguns momentos realmente criativos e um Further que continua sendo uma das melhores ferramentas dessa franquia.
Os problemas estão no excesso de explicações, em alguns efeitos pouco convincentes e em uma história que poderia ser mais enxuta.
Mas, no final, eu saí com uma sensação que não esperava ter:
“Foi melhor do que eu imaginava.”
E, para uma franquia que já chegou ao sexto capítulo, isso já é uma baita vitória.
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