Boromir: A Humanidade Imperfeita da Sociedade do Anel
Entre todos os membros da Sociedade do Anel, Boromir é o mais humano. Entenda como Tolkien transformou suas falhas, arrependimento e sacrifício em uma das histórias mais emocionantes da Terra-média.
A Sociedade do Anel: Boromir
Oh Rei, meu Rei
Diferente de heróis incorruptíveis e com uma justiça inabalável, como Aragorn, Boromir, filho de Gondor, é a representação mais humana possível que Tolkien nos mostrou em sua obra. E, como tal, sacrifica-se para fazer o que é certo.
Vindo de um reino que, há muito, sofre com a falta de um rei e é cada vez mais engolido pela escuridão de Mordor, Boromir é o integrante mais palpável e falho dentre todos da Sociedade do Anel. Mas isso não o torna menos valoroso para a jornada. Não. Boromir é, sem dúvidas, a face mais humana em um grupo de seres sobre-humanos.
Inicialmente, busca achar um meio de usar o Um Anel como uma arma contra as forças das trevas e isso, claro, com o objetivo de trazer paz não somente para toda a Terra-média, mas principalmente para seu povo, que, por sua vez, se encontrava sem um líder, sem um rei. Mas, por uma trágica comédia, estava frente a frente com aquele que deveria ascender ao trono. Porém, para ele — Aragorn — a coroa ainda era um grande fardo.
Ao longo de sua breve jornada ao lado do mago, do elfo, do anão, do númenor e dos quatro pequeninos hobbits. Boromir não se mostra um homem odioso ou maquiavélico, pelo contrário, se mostra homem.
Em seus últimos atos, ele cede à tentação do Um Anel e tenta tomá-lo de Frodo, mas, em seguida, arrepende-se e suplica por perdão, algo que é interrompido abruptamente, pois, de um minuto para outro, encontra-se diante de um batalhão de Uruk-hai. E, lutando para proteger os seus, Boromir morre. Não como um lendário herói, mas como um homem que, ao errar, buscou se redimir e fazer o que era certo. Além, é claro, de enfim aceitar que o homem que viu em seu último suspiro era, sim, seu irmão, seu capitão e seu rei.
Boromir é a trágica e bela essência humana. Perfeitamente imperfeita.
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