Backrooms | O terror liminal mais sufocante dos últimos anos
BACKROOMS É muito doido pensar que uma das maiores lendas da internet finalmente virou filme… e conseguiu funcionar DE VERDADE. Porque “Backrooms” tinha tudo pra virar só mais uma adaptação genérica…
Nota Final
BACKROOMS É muito doido pensar que uma das maiores lendas da internet finalmente virou filme… e conseguiu funcionar DE VERDADE. Porque “Backrooms” t…
BACKROOMS
É muito doido pensar que uma das maiores lendas da internet finalmente virou filme… e conseguiu funcionar DE VERDADE.
Porque “Backrooms” tinha tudo pra virar só mais uma adaptação genérica surfando hype de creepypasta, mas o filme entende perfeitamente o que fazia aquelas imagens assustarem tanta gente anos atrás. Não era sobre criatura. Não era sobre susto barato. Era sobre sensação.
E poucas vezes eu vi um terror transformar sensação em algo tão desconfortável assim.
Kane Parsons chega no cinema já parecendo um diretor veterano. O cara sabe exatamente como usar silêncio, espaço vazio e câmera pra deixar o público completamente perdido naquele inferno amarelo infinito. Tem cenas aqui que parecem um pesadelo febril. Você olha pros corredores, pras paredes, pras luzes piscando… e tudo parece ERRADO. Não existe segurança em nenhum lugar do filme.
E o mais absurdo é que “Backrooms” consegue criar tensão quase sem precisar mostrar nada.
Os gringos estão elogiando muito justamente isso: o filme entende que o medo do desconhecido sempre funciona mais do que explicar tudo. E honestamente? Ainda bem. Porque o longa nunca tenta transformar Backrooms em um terror comercial cheio de CGI ou monstro aparecendo toda hora. Ele prefere deixar você desconfortável o tempo inteiro. E isso funciona MUITO mais.
Tem momentos em que o filme parece literalmente te sufocar junto com os personagens. A sensação de isolamento é brutal. Aquela ideia de estar preso num lugar infinito, sem noção de tempo, sem saída e sem entender o que existe além do próximo corredor… vira quase um terror existencial.
A direção de som aqui é assustadora. O barulho das lâmpadas, o eco dos passos, os ruídos distantes… tudo contribui pra criar uma ansiedade absurda. É aquele tipo de filme onde você fica olhando pro fundo da tela tentando encontrar alguma coisa escondida.
E sinceramente? Poucos filmes recentes entenderam tão bem o conceito de horror liminal quanto esse.
Renate Reinsve e Chiwetel Ejiofor ajudam MUITO a vender o desespero psicológico do filme. As atuações são contidas, mas exatamente por isso parecem reais. O medo aqui não é gritado. Ele vai corroendo os personagens aos poucos.
Mas o filme claramente não é pra qualquer público. Quem entrar esperando um terror acelerado, cheio de jumpscare e explicação mastigada provavelmente vai sair frustrado. “Backrooms” é lento, estranho, desconfortável e muitas vezes abstrato de propósito. E acho que é justamente isso que faz ele funcionar tão bem.
Esse filme não quer apenas te assustar. Ele quer te deixar perdido.
- Atmosfera extremamente desconfortável e imersiva
- Direção segura e criativa de Kane Parsons
- Uso inteligente do silêncio e do espaço vazio
- Horror psicológico funcionando melhor que jumpscares
- Design de som absurdo de bom
- Ritmo lento pode afastar parte do público
- Não é um terror tradicional ou comercial
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