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Demolidor: Born Again – 2ª temporada começa forte, mas perde o fôlego no final

A segunda temporada de Daredevil: Born Again é uma verdadeira montanha-russa. A escolha pelo formato semanal é corajosa ainda mais em uma sociedade imediatista como a nossa , porém aqui nem sempre fu…

series 3 min
Demolidor: Born Again – 2ª temporada começa forte, mas perde o fôlego no final

Nota Final

7 /10

A segunda temporada de Daredevil: Born Again é uma verdadeira montanha-russa. A escolha pelo formato semanal é corajosa ainda mais em uma sociedade i…

A segunda temporada de Daredevil: Born Again é uma verdadeira montanha-russa. A escolha pelo formato semanal é corajosa ainda mais em uma sociedade imediatista como a nossa , porém aqui nem sempre funciona. Em algumas terças somos presenteados com episódios incríveis que prometem fazer a história avançar; em outras, ficamos com capítulos que parecem apenas enrolar a trama. Talvez, até me contradizendo, o problema não seja exatamente o formato semanal, mas sim o roteiro. A premissa é extremamente interessante: Matt Murdock, o Demolidor, interpretado por Charlie Cox, e Wilson Fisk, vivido por Vincent D’Onofrio, são dois lados da mesma moeda. Ambos acreditam estar lutando pela cidade de New York City, cada um à sua maneira. A partir dessa premissa, surgem cenas interessantes que exploram essa dualidade. No entanto, muitas vezes a série repete a mesma estrutura: um plano-sequência focado no Demolidor, seguido por outro mostrando Fisk em uma situação paralela.

A temporada também toma algumas decisões que considero bastante corajosas. A morte de Vanessa Fisk, interpretada por Ayelet Zurer, rende um dos melhores episódios da série. Porém, as consequências desse evento não são exploradas como poderiam. Fica a sensação de que perderam uma grande oportunidade de aprofundar o impacto desse luto na vida de Wilson Fisk. Outra surpresa foi a morte de Daniel Blake, interpretado por Michael Gandolfini. Na primeira temporada, o personagem era um dos grandes trunfos da série, e sua morte acontece de forma fria, mas em uma cena muito bem construída.

Já a trama da psicóloga Heather Glenn, interpretada por Margarita Levieva, soa um pouco forçada. A série tenta mostrar como o vilão Muse a traumatizou, mas nenhuma de suas cenas é realmente bem desenvolvida. Isso levanta dúvidas sobre como a personagem será trabalhada na terceira temporada, já que seu retorno agora como possível vilã parece praticamente confirmado.

Nos pontos positivos, as cenas de luta merecem destaque. Elas são criativas, brutais e muito bem coreografadas. É um alívio ver que a Disney mantém esse tom mais violento para um público adulto. Dentro desse contexto surge, para mim, o melhor personagem da temporada: Benjamin Poindexter, o Mercenário, interpretado por Wilson Bethel. Mesmo com participações pontuais, ele eleva o nível da série com carisma e sequências de ação extremamente criativas — deixando aquela sensação de que merecia uma série própria.

As atuações também são muito sólidas, com destaque evidente para o núcleo principal. Tanto Charlie Cox quanto Vincent D’Onofrio entregam performances fortes e convincentes, sustentando boa parte da força dramática da temporada.

Com ótimas interpretações e cenas de luta memoráveis, a segunda temporada de Daredevil: Born Again começa muito bem e apresenta elementos que indicam uma história promissora. A construção inicial funciona, os conflitos são interessantes e a série parece saber exatamente para onde quer ir. O problema é que, conforme a temporada avança, essa força inicial vai se perdendo. O que começa como uma narrativa sólida e cheia de potencial termina de forma apressada e frustrante, prometendo um clímax épico que simplesmente não acontece. No fim das contas, é uma temporada que acerta no começo, mas tropeça feio quando mais precisava entregar.

✅ Pontos Positivos
  • Atuações sólidas do elenco principal Charlie Cox e Vincent D’Onofrio continuam sendo o grande pilar da série. A dualidade entre Matt Murdock e Wilson Fisk sustenta boa parte da força dramática da temporada.
  • Cenas de luta brutais e bem coreografadas A série mantém o tom mais adulto e violento que consagrou o personagem nas telas, com sequências de ação criativas e impactantes.
  • Mercenário rouba a cena Mesmo com pouco tempo de tela, Benjamin Poindexter, interpretado por Wilson Bethel, eleva o nível da temporada com cenas de ação inventivas e grande presença de tela.
❌ Pontos Negativos
  • O formato semanal cria uma experiência instável: alguns episódios avançam bem a narrativa, enquanto outros parecem apenas prolongar a trama.
  • Estrutura narrativa repetitiva A alternância constante entre momentos focados no Demolidor e cenas paralelas com Fisk acaba se tornando previsível ao longo da temporada.
  • Consequências pouco exploradas Eventos importantes, como a morte de Vanessa, não recebem o aprofundamento emocional que poderiam trazer para a história de Fisk.
  • Subtramas mal desenvolvidas A trama de Heather Glenn, interpretada por Margarita Levieva, parece forçada e pouco desenvolvida.

Marcus Vinicius

Redação 404 Nerd Not Found

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